Decisões e opções

“Não faças da tua vida um rascunho.
Poderás não ter tempo de passá-la a limpo”
Mario Quintana
 
Um ato executado ou uma palavra dita não podem ser recolhidos, talvez se conserte o erro, mas o sentimento derivado não, pode deixar marcas que perpetuam.
Temos sempre decisões a serem tomadas, e utilizamos o nosso portfólio de conhecimentos, fazemos a opção que acreditamos ser a mais acertada.
Você está procurando um emprego, recebe uma proposta que era tudo que almejava, mas em seguida outra empresa te convida para um desafio, tão bom quanto, mas diferente, e aí o que fazer? Qual será a repercussão da decisão?
Ao adquirir um imóvel se cerca de todos os cuidados, mas não passa muito tempo e a via principal se torna um corredor de ônibus (algo que não estava dentro dos seus planos), ou cria-se um parque num terreno que estava desocupado (para sua alegria), ou ainda constrói-se um shopping atrapalhando todo o transito. Então se pergunta, como não pensei nisso? Mas nem todas as variáveis podem ser controladas.
Não obstante num jantar com amigos é servido o vinho de sua preferência, a cada taça pensa se o seu limite já chegou. No calor da conversa, só ao final percebe que ultrapassou. Como conseqüência pode ter uma bela dor de cabeça, e um arrependimento pensando que não deveria deixar isso acontecer. Qual a sua opção no futuro?
Guardamos uma mágoa, ou não pedimos desculpas, ou deixamos de parabenizar a quem talvez nunca mais possamos reencontrar, e nos arrependemos.
Revelar um segredo do recôndito de sua alma, “sair do armário”, pode trazer conseqüências que você não imaginava, rejeição ou aceitação, mas era uma decisão a ser tomada.
No dia a dia acumulam-se experiências, negativas ou positivas, que dependendo da profundidade, pode se traduzir em traumas, e dificultam uma tomada de decisão em face de um passo a ser dado.
Por vezes fórmulas conhecidas não se encaixam e você sucumbe para procurar a decisão mais acertada, mobilizando grande energia interna. Descargas hormonais que podem trazer conseqüências emocionais e físicas.
Podemos resolver apostar no “azarão” e obtermos sucesso o que será uma surpresa para todos, ou não e como conseqüência você se penitenciará pois já sabia que as chances eram baixas.
Outras vezes por cansaço, teimosia ou acreditar não ter opção , seguimos em frente, procurando não pensar muito. Não utilizamos o nosso poder criativo, alegamos que “não tem jeito”, “é assim mesmo” e tornamos a nossa existência monótona. Essa é também uma opção por omissão, que se refletirá ao longo do tempo.
Lidar com o hoje, aprender com o passado e planejar o futuro, é tentar fazer com que as coisas dêem certo, mas é apenas uma possibilidade, pois varáveis  adversas podem surgir. Às vezes os erros são reincidentes como se fosse impossível acertar, mas talvez as respostas mantidas sejam frutos dos traumas adquiridos por experiências negativas, que gera auto-sabotagem.
Acertar 100% do tempo é difícil, mas podemos errar menos, “só temos esta vida para viver, e não temos tempo para arrependimento” (Nietzche).
 
Natalia Marques Antunes – Psicóloga Clínica, Consultora em Saúde Organizacional com Formação em Coaching (Life Self – Sistema ISOR)

 



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