Tempo, tempo, tempo…

Em sua temporada no Circo Voador no RJ, Rita Lee do alto dos seus 64 anos, anunciou que pretende se aposentar dos palcos (será?), continuará a gravar CDs. Quem teve a oportunidade de assistir a roqueira, vibrou com sua performance e pode constatar que ela “arrasou”.


A longevidade com qualidade vem aumentando, no início do século passado a média de vida nos países desenvolvidos era de 47 anos e atualmente passou para 78 anos, com tendência a crescer ainda mais nas próximas décadas.


Pesquisas realizadas ao redor do mundo, revelam que o envelhecimento não é sinônimo de decadência, se não houver uma doença que afete o cérebro (Alzheimer, demência…), as condições neurais à partir da meia idade melhoram.


Algumas perdas de memória em relação a nomes, datas, por exemplo, podem ocorrer, mas as redes neurais constroem ao longo da vida novos padrões de ligações, como camadas entrelaçadas que permitem a pessoa de meia idade melhores análises e avaliações complexas, sem decisões precipitadas.


O “discernimento maduro” em função da experiência de vida permite um maior controle afetivo, destreza mental , como também tomar decisões financeiras com mais competência.


A partir da meia idade, desenvolve-se a utilização dos dois hemisférios, permitindo uma melhor visão panorâmica das situações.
A auto-imagem positiva que a pessoa carrega consigo, também influencia nessa melhora.


Os estudos revelam que pode haver uma perda da velocidade dos neurônios, que é compensada na forma como as informações se entrelaçam, mais enriquecedoras.


“Mas a sabedoria trazida pela idade não vem de forma automática: para atingi-la é preciso passar por muitas experiências e apropriar-se dela” (Ursula Staudinger – Universidade Internacional de Bremen, Alemanha)
Outra boa noticia, são estudos realizados no Canadá, que através de “estimulação cerebral profunda” em paciente com grau leve de Alzheimer, tiveram remissão da doença, pesquisas com níveis mais graves ainda serão realizadas.


Esses estudos mostram que o ser humano tem seu potencial ilimitado, e de fato nas próximas décadas seremos mais e mais velhos,portanto precisaremos de uma vida saudável para nos mantermos felizes e independentes.

 

Natalia Marques Antunes – Psicóloga Clínica, Consultora em Saúde Organizacional com Formação em Coaching (Life Self – Sistema ISOR)



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