Amor para Sempre

Ah! O amor… “O amor, se não for eterno, não era amor” (Nelson Rodrigues).


Todo relacionamento entre homem e mulher se inicia por uma atração de um que chama a atenção do outro, ou pela descoberta recíproca de ambos.


O homem, regido predominantemente pelo hemisfério esquerdo, como no trabalho e no amor, tem o caráter prático e metódico, faz uma análise objetiva de onde quer chegar, busca harmonia visual (o que é mais belo para si, dentro da sua concepção), demora para demonstrar emoções.
A mulher, por sua vez é regida principalmente pelo hemisfério direito, embora utilize com maior facilidade ambos, prevalece a intuição e a sensibilidade, busca aconchego e é romântica, geralmente se apaixona no primeiro encontro, idealiza o parceiro e sua relação com ele.
Do encontro inicial, pode surgir o reconhecimento de interesses mútuos, com a sensação de ter encontrado sua “alma gêmea”, iniciando-se a paixão.


A paixão é um misto de euforia, incerteza e medo de perder aquilo que nem sabe se tem, mas existe um encantamento. Os enamorados vivem um processo de simbiose, de necessidade de aconchego, de contato constante com o outro (presença física, telefone ou virtual). Na medida em que a paixão evolui surge o medo da perda da própria identidade, que assusta, mas por outro lado, o estado de felicidade gratifica.
Com o passar do tempo, a realidade e a concretude do dia a dia, os apaixonados descobrem que existem diferenças e isso pode gerar decepção e levar ao rompimento, a monotonia, ou a dissociação saudável com a busca da individuação e crescimento de ambos.


Assim o “nós” se torna “eu” e “você”, cada um com seus objetivos pessoais, mas com um projeto de vida iniciado em comum.


Nesse momento, o fator maturidade é muito importante, para que a paixão possa evoluir e se transformar no amor, onde existe uma aliança de amizade, respeito pela individualidade, acrescido de uma vida erótica gratificante.
Por outro lado, essa diferenciação e crescimento, de um ou de ambos os pares, pode gerar sentimentos conflituosos levando a discussões e brigas cotidianas, ou a acomodação e apatia, se tornar uma união de conveniência e até evoluir para o rompimento.


“O amor dá trabalho. Não é para gente covarde e preguiçosa” afirma a terapeuta de casais e família Lidia Rosenberg Arantangy.
Por isso, a manutenção de um vínculo amoroso pede sempre o reencontro (diálogo), a reconquista (carinho, afeto e erotização) e o reconhecimento do projeto de vida em comum.


Como na natureza e no meio ambiente, um relacionamento sustentável pede a reciclagem, onde é necessário que ambos tenham o desejo de continuar partilhando a vida em comum, respeitando a si e ao outro, deixando o amor prevalecer.


Com a chegada do dia dos namorados, que tal fazer um balanço entre créditos e débitos e renovar sua relação com o ente amado, “Sexo é escolha – Amor é sorte” (Arnaldo Jabor / Rita Lee).

Natalia Marques Antunes – Psicóloga Clínica, Consultora em Saúde Organizacional com Formação em Coaching (Life Self – Sistema ISOR)



O seu navegador não é recomendado para uma boa navegação neste site.
Para uma melhor visualização do site atualize-o ou escolha outro navegador.
Saiba mais...
Google ChromeMozilla FirefoxApple SafariOpera