Estresse, um componente da vida…

Você se lembra do seu primeiro momento de Estresse? Não? Mas sua mãe sim, pois foi exatamente após sair do aconchegante útero materno e encontrar o inóspito mundo externo. Com certeza você chorou ao receber a energia da vida, mas mãos serenas o ajudaram a acalmar, e lhe mostraram que poderia ser bom e valer à pena.
O estresse é basicamente uma reação fisiológica que

prepara o nosso organismo para reagirmos a uma situação, que pode ser prazerosa ou desagradável (um encontro amoroso, o nascimento de um filho, um acidente, uma bronca do chefe…). Assim, diante dessa exigência, o corpo mobiliza generalizados recursos energéticos para que possamos enfrentar o momento e retornar ao equilíbrio.


O estresse é inevitável e nos impulsiona para a vida, mas devemos procurar mantê-lo num nível adequado e não perder o foco na nossa “Qualidade de Vida”.


A reação saudável de estresse é chamada de Eustresse (“eu” do grego significa “bom”), ou seja, ao recebermos um estímulo estressante o nosso organismo reage produzindo hormônios (o cortisol e a adrenalina), e assim que reagimos e superamos a dificuldade voltamos ao equilíbrio, imagine como se fosse um susto rápido.


A primeira reação do organismo ao estimulo estressor pode ser de luta ou fuga. Imagine alguém que no dia do casamento entra em crise e fica em dúvida, “caso ou não caso?”, todos os familiares e convidados esperando. Como reagir? E as conseqüências pelo sim ou pelo não?


Quando a intensidade do estímulo estressor é aguda, ou se sobrepõem vários e a pessoa não consegue tomar consciência para ter uma resposta saudável, a descarga de hormônios se torna excessiva. O estresse passa a ser patológico e é chamado Distresse (“Dis” do grego significa “mau”). O organismo não consegue voltar ao equilíbrio, e pode chegar a um nível de exaustão onde se instalam as doenças (cardiopatias, depressões, fobias ou síndrome de Burnout).


Cada pessoa, dependendo de sua constituição física, emocional, psíquica e meio social, pode ter uma maior ou menor vulnerabilidade diante dos estímulos estressores, quanto maior for o conhecimento de si mesmo, mais fácil será administrar.


Considerando que os estímulos estressantes fazem parte do cotidiano do homem moderno, fornecemos algumas dicas que podem auxiliar no dia a dia:

– Pratique automassagem;
– Prepare-se para uma boa noite de sono;
– Ao acordar espreguice, se cumprimente, aos familiares, aos amigos e colegas de trabalho;
– Pense em si 5’ por dia;
– Pratique meditação pela manhã e a noite;
– Pratique exercícios ao ar livre;
– Trabalhe sua respiração;
– Ande descalço na grama e na madeira, elimina a tensão e organiza idéias;
– Faça uma alimentação balanceada;
– Mantenha seu check up em dia;
– Esteja atento aos sinais de alerta do seu corpo, de seus amigos e familiares.
– Sorria e faça os outros sorrirem.
– Leia e escreva;
– Brinque com um joguinho no computador 10’ por dia;
– Faça uma atividade artística sem cobrança;
– Escute música e cante;
– Antes de dormir, contemple as nuvens do céu;
– Aromatize seu espaço com flores ou incenso;
– Planeje o seu dia, mesmo que tudo mude no seu transcorrer;
– Planeje a sua vida.

Persistindo os sintomas de estresse e dificuldade de manutenção da qualidade de vida, procure ajuda e atendimento terapêutico para reequilibrar as energias da mente e corpo.


Natalia Marques Antunes – Psicóloga Clínica, Consultora em Saúde Organizacional com Formação em Coaching (Life Self – Sistema ISOR)



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